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Se existe uma certeza no inconstante universo da telefonia móvel - onde novidades surgem a todo momento - é que este é o ano da consolidação do mercado de aplicativos. Quem atua na área garante que a rápida evolução dos smartphones tem acelerado não só a expansão de empresas que investem nesse segmento, mas também a busca por profissionais qualificados para desenvolver novos projetos, como mostra matéria de Paula Dias, publicada neste domingo no Boa Chance.
De olho nas projeções de crescimento do setor, a Navita - empresa de desenvolvimento de soluções para mobilidade, portais e intranets - lançou, em 2006, uma unidade mobile para criar e gerenciar aplicativos móveis. A iniciativa deu tão certo que a empresa registrou crescimento de 120% no ano passado em relação a 2009. Aumento que acabou se refletindo no tamanho do quadro de pessoal, que de 37 funcionários passou para 80.
- Temos acompanhado de perto o amadurecimento desse mercado. As operadoras estão investindo em marketing e comercializando aparelhos melhores e mais acessíveis. E as pessoas, por sua vez, estão cada vez mais conectadas dentro e fora do trabalho - diz Fábio Nunes, diretor de Operações da Navita. - Quem mais tende a ganhar com o desenvolvimento desse mercado são profissionais formados em computação, mas essa não é uma característica determinante. O essencial é que o background da pessoa seja forte em programação. Para amenizar o autodidatismo do mercado e a necessidade das empresas de treinar mão de obra após a contratação, o Technology e Training Institute (T&T), que conta com uma ampla programação de cursos de entretenimento digital, passou a oferecer cursos de 40 horas para desenvolvedores interessados em aprender técnicas de programação com foco em iPhone e Android.
- As pessoas estão compreendendo cada vez mais que é preciso se profissionalizar. Diante da evolução do cenário, um autodidata acaba sendo subaproveitado, já que dificilmente atinge o máximo da sua competência - afirma Cristina Araújo, diretora do T&T, ressaltando que a remuneração de um desenvolvedor pode variar de R$ 2 mil a a R$ 17 mil. Segundo Peter Hansen, sócio-fundador da Nanogames - de soluções em entretenimento e mobilidade -, o desenvolvimento desse mercado ganhou força a partir de 2008, quando a chegada do iPhone colocou a produção de aplicativos no centro das atenções. A empresa, que até então só desenvolvia projetos em Java, passou a lidar com outras linguagens de programação específicas para iPhone, iPad, Android e Blackberry, por exemplo. Como resultado, o faturamento cresceu mais de 200% no ano passado em relação a 2009.
- Quem trabalha na área deve estar sempre atualizado, já que o ritmo de mudanças é incrível. É importante ser flexível e aliar criatividade a conhecimento técnico para encontrar soluções não triviais - destaca Hansen.
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