Nome de usuário ou senha inválido
Olá .
Login efetuado com sucesso!
Bem-vindo a Navita.
![]()
carregando...
Por Eduardo Abreu
Implantar um projeto de Portal é uma atividade que vem se tornando cada vez mais comum em empresas que buscam reforçar a Internet como parte de sua estratégia de negócios.
Este é o momento em que a maioria das empresas elege, muitas vezes até informalmente, um “Comitê do Projeto do Portal”. Mas e agora? A quantidade de projetos e possibilidades que surgem são inúmeras, e junto com estas possibilidades surgem dúvidas: “O que escrever na RFP?”, “Qual tecnologia utilizar?”, “A minha infra-estrutura atende?”.
Situação como esta está longe de ser exceção, na verdade é quase sempre a regra. Neste momento, o maior medo do “Comitê do Projeto do Portal”, é decepcionar os futuros usuários do Portal, afinal, foram eles quem levantaram esta bandeira.
Existem algumas possibilidades para a configuração de um projeto de Portal nestas condições. Uma delas é realizar um primeiro momento de planejamento completo. Neste planejamento podemos definir o momento inicial, algumas das fases futuras do projeto e dar início ao desenvolvimento do Portal.
Outro modelo de configuração para este projeto é realizar um primeiro momento de definição, observando alguns pontos em específico.
O primeiro passo é descobrir exatamente quais são os anseios e necessidades dos usuários em relação ao portal. Após este levantamento, e com um olhar crítico, deve ser feita a divisão do que é parte integrante do portal e o que são sistemas externos acessados a partir deste.
Visto isso devemos entender quais camadas este portal irá trabalhar. Vale lembrar que um Portal não é apenas uma ferramenta de conteúdo. Cada vez mais provê acesso a sistemas legados.
Na montagem de um Portal as empresas têm que ter em mente os 4 (quatro) passos no desenvolvimento do projeto;
Para simplificar, vamos partir do princípio que, ao começar a desenvolver um Portal Corporativo, uma empresa terá que incluir ao menos três grandes etapas na Fase de Planejamento: Sensibilização, Diagnóstico e o Planejamento Evolutivo propriamente dito.
A etapa de Sensibilização consiste em demonstrar para todos o que é um Portal Corporativo e como poderá ser útil nas atividades dos funcionários e nos negócios da empresa. Afinal, estamos falando em um sistema relativamente novo, e talvez desconhecido da maioria. Portanto, na sensibilização é melhor sempre partir do pressuposto de que ninguém sabe direito o que é um Portal Corporativo, para começar do zero e deixar todos na mesma página.
A função do plano de Comunicação na etapa de sensibilização é muito mais formar do que informar. As ações planejadas devem privilegiar a educação dos funcionários para os benefícios do Portal Corporativo, fazendo isso a resistência inicial será diluída aos poucos.
Na etapa seguinte, a de Diagnóstico, a falta de uma estratégia de comunicação é ainda mais crítica. As atividades geralmente desenvolvidas incluem entrevistas, questionários, análise documental e observação direta. Imagine a reação de alguém que vá ser entrevistado, por exemplo, sem saber ao certo o que o entrevistador está fazendo ali e para quê? A insegurança é imediata, levando a coisa paro lado da espionagem, descoberta de erros, etc.
Por fim, no Planejamento Evolutivo, é recomendável juntar ambas as linhas anteriormente desenvolvidas: Formação e Informação. Nunca pare de orientar os funcionários sobre os propósitos do Portal Corporativo, reforce conceitos sempre que necessário. Ao mesmo tempo, informe-os sobre tudo o que está acontecendo, notícias boas e más também, pois transparência é um princípio básico.
Usabilidade: A interface do Portal, explore bem as disciplinas de usabilidade, arquitetura de informação e design gráfico.
Conteúdo: Geralmente o conteúdo do portal é esquecido no desenvolvimento de um projeto e é um comum causador de atrasos. Certifique-se que essa atividade foi delegada para alguém e que será entregue dentro do prazo estipulado.
Integração: Quais sistemas serão integrados ao portal, qual será a estratégia e arquitetura técnica a ser utilizada? Os fornecedores desses sistemas estão ou serão envolvidos desde o início?
Infra-estrutura: A equipe de infra-estrutura também em boa parte dos projetos de portal é envolvida depois do início do projeto e isso causa grandes transtornos. Envolva-os desde o início e garante que os servidores estarão disponíveis dentro do prazo estipulado no cronograma
Lançamento: Faça testes de carga para garantir estabilidade e alta disponibilidade. Não lance seu portal inicialmente para todo o público. Faça um lançamento parcial, inicialmente só para a área de TI ou comunicação, depois para toda a empresa e por fim para todos.
Escopo: Não aceite alterações de escopo durante o projeto. Crie um “wish list” e adicione todas as sugestões e idéias para serem executadas na fase dois, imediatamente após o lançamento da fase um. Não reprima as idéias e sugestões das pessoas, mas não aceite qualquer sugestão em detrimento do cronograma. Inclusive quando vierem do “sponsor” do projeto ou da diretoria da empresa. Tente explicá-los o impacto que será gerado e não meça esforços para inserir as sugestões na sua “wish list”.
Processos de Aprovação ou Workflows: Defina esses processos o mais cedo possível. Tenha os fluxos previamente definidos e validados com todas as áreas.
Após a definição do projeto e formalização dos requisitos se inicia a etapa de seleção de potenciais fornecedores, através do processo de Requisição de Proposta (RFP).
Procure selecionar 3 ou 4 fornecedores capacitados em sua área de atuação e os convide para participar da seleção, que pode ser divida em quatro momentos:
Para finalizar os últimos passos do processo de escolha, consideramos uma boa prática realizar uma devolutiva junto aos usuários, já que eles foram envolvidos em um momento de planejamento. O fato de alinhar com estes usuários como será desenvolvidos o projeto e deixar claro que eles, por muitas vezes terão suas necessidades atendidas, afasta o perigo de que sejam geradas falsas expectativas.
Vale ressaltar que o portal é multidisciplinar por natureza, portanto, para a configuração do projeto, além das óbvias questões de tecnologia, devem ser levados em conta pontos como governança de conteúdo, taxonomia, gestão de mudança, análise de gestão documental, entre outros.
Após a escolha do seu fornecedor as empresas devem levar em conta como vai ser o Gerenciamento do Projeto e as habilidades técnicas na elaboração de atividades relacionadas para atingir seus objetivos pré-definidos.
O Gerente de Projeto deve conseguir manter os riscos de fracassos em um nível tão baixo quanto necessário durante o ciclo de vida do projeto do Portal Corporativo. O risco de fracasso aumenta de acordo com a presença de incerteza durante todos os estágios do projeto;
O Gerente de Projeto deve conseguir alcançar seus objetivos ao mesmo tempo em que se otimiza o uso dos recursos internos (Tempo, Dinheiro, Pessoas, Espaços e etc), ele trabalha para manter o progresso e a interação mútua e progressiva dos diversos participantes, de modo a reduzir o risco de fracasso.
Toda a fase de desenvolvimento e testes do portal deve ser muito bem conduzida. Não deve-se correr o risco de lançar um portal com falhas ou sem a preparação necessária sob pena de cair em descrédito.
Tenha planos de testes e casos de testes bem elaborados e executados para obter a segurança necessária.
O seu Portal Corporativo está pronto e a pergunta é: como ter certeza que ao colocá-lo no ar tudo vai correr bem e não vai criar nenhum tipo de desilusão para a empresa e os participantes do projeto? Para que isso não aconteça, os responsáveis pelo projeto devem tomar alguns cuidados tais como;
Deployment ou lançamento parcial do Portal Corporativo, disponibilizando apenas para a área de TI e os envolvidos no projeto, depois para o público interno da empresa e por fim disponibilizando na internet como um todo.
Realizar teste de carga para analisar a performance do Portal Corporativo, na existência de muito acesso.
Acordar com o fornecedor escolhido um monitoramento ativo e constante durante o período de lançamento e posteriormente durante seu ciclo de vida.
Quando uma empresa resolve implantar um Portal Corporativo, pressupõe-se a existência de conteúdo relevante e dinâmico que dê sustentação ao projeto. Não podemos apenas definir a arquitetura do negócio e da informação. Temos de definir políticas de gestão de conteúdo, que envolvem dominar o ciclo de vida da informação. Um conteúdo relevante hoje é relevante por quanto tempo? Em que momento ele deverá ser eliminado?
Da mesma forma que definimos a temporalidade de um documento organizacional, nos preocupando com a gestão documental, temos de definir a temporalidade de um conteúdo e garantir que, após o termino do projeto, haverá profissionais identificando, produzindo, publicando e atualizando conteúdo.
O processo de gestão de conteúdo envolve a criação, a publicação e a gestão em si. No caso, da gestão, envolve acompanhar a vida útil do conteúdo, o que inclui a necessidade de integrar o processo de eliminação ao processo maior de gestão.
Definir políticas de conteúdo faz parte de um projeto que envolve a construção de um Portal Corporativo. Não podemos continuar nos preocupando apenas em inserir conteúdo relevante. É fundamental que haja uma maior consciência na incorporação da gestão de conteúdo de uma forma ampla, em todo o seu ciclo. Sabemos que Portais Corporativos, não sobrevivem sem conteúdo e tendem ao descrédito quando nos deparamos com informações desatualizadas ou lixo digital.
Outro aspecto a ser considerado é a tendência de descentralização de publicação de conteúdos nas organizações. Fica difícil atribuir responsabilidades. Uma vez que o processo é descentralizado, a responsabilidade passa a ser de todos, pois a política de gestão de conteúdo deve ser uma só.
Sobre o autor: Eduardo Abreu é Gerente de Canais e Parcerias da Navita.
Navita SP - Tel. +55 11 3045.6373 | Rua do Rócio, 220, 10º andar Vl. Olímpia CEP: 04452.000
Navita RJ - Tel. +55 21 3956.0515 | Av. Rio Branco, 26 14º andar sala 1423 - Centro CEP: 20090.001
Navita RS - Tel. +55 51 4040.4200
©2010 Navita Tecnologia Todos os direitos reservados